É possível que eu esteja tentando passar a perna em mim mesma com esse papo de tentar ficar feliz e achar que está tudo bem? Todo terremoto deixa destruição. E demora para que tudo seja reconstruído. Será que o amor é realmente algo poderoso?
Escuto dizer que não é bom proferir amor assim, desenfreadamente, e é preciso até mesmo medir cada momento em que palavra tão sagrada é libertada de nossas cordas vocais. Isso é o medo da decepção. Esse fantasma a rondar os casais apaixonados e que contrato pré-nupcial nenhum apaga.
Eu busco a saída no otimismo. Quero esquecer todas as lágrimas que mancharam metros de guardanapo de festa e papel toalha da cozinha. Quero levantar a cabeça e desesperadamente procurar o elo perdido que me fez sair de uma situação deliciosamente confortável para me trazer até um mini-inferno esmagador de qualquer coisa que exista dentro do meu peito e que me disseram que é um coração, mas eu não posso ter certeza porque nunca vi.
Eu quero erguer uma espada mágica que faça chover chocolate granulado colorido e que apague toda a tristeza que eu sei que um dia vai acabar. Mas eu não gosto mais de sofrer. Eu já optei pelos sorrisos quando era tudo o que tínhamos e nada mais carecia. É mesmo necessário passar por isso? Porque caminhar pelo pântano quando já se conhece o caminho florido? Minhas metáforas são tão ridículas quanto a minha ingenuidade.
Fui avisada sobre os perigos da intimidade. Mas achei que só porque sentei um dia para assistir todos os filmes do Taratino, estaria preparada para qualquer desafio. O tombo é muito pior quando a gente acredita que sabe voar.
3 comentários:
voto em manter o otimismo, metáforas ridiculas e ingenuidade.
de que outra forma se encontra a felicidade?
Ei, Renata!!!
Esse seu jeito mágico de lidar com a palavra escrita chega a me confundir. Aqui de longe, viajo pelos vários temas que você aborda como se fossem ficção. Alguns, como este, me fazem pensar em você descabelada, com a maquiagem realmente borrada, depois de duas garrafas de vinho, as palavras já arrastadas... tudo por causa desse sentimento alucinante do qual fugimos e buscamos ao mesmo tempo, a vida toda...
Você e seus belos textos!
Beijos!!!
Ei, Renata!!!
Esse seu jeito mágico de lidar com a palavra escrita chega a me confundir. Aqui de longe, viajo pelos vários temas que você aborda como se fossem ficção. Alguns, como este, me fazem pensar em você descabelada, com a maquiagem realmente borrada, depois de duas garrafas de vinho, as palavras já arrastadas... tudo por causa desse sentimento alucinante do qual fugimos e buscamos ao mesmo tempo, a vida toda...
Você e seus belos textos!
Beijos!!!
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