Luto contra a busca por um interlocutor. Encaro a contemporânea certeza de um fim de frase. Poderia muito bem parar meu discurso por aqui. Mantê-lo minimalista e moderninho, com o intuito de receber aplausos virtuais ou aqueles três beijinhos aéreos de madame. Seria até aceitável que eu tomasse mais um banho e mesmo bebesse um gole de tequila sem copo, sou limão. Sem boca, sou sal.
E declaro mais um dia 18 de brumário. O dia em que nasce a maior das guerras, e junto com todas as maiores guerras que já existiram, o grande tirano escorpiano. Mais uma vez essas guitarras que tentam imitar a chuva de novembro batendo em minhas janelas. Todo esse eu. Muito desse mim.
Os ratos estão tentando invadir. É difícil lembrar que eles tem mais medo de mim do que eu deles quando identifico que esses malditos roedores já desenvolveram polegares opositores e também um website todo em flash. Mas se a peste dessas pragas conseguir entrar, pelo menos terei desculpa para libertar esse enorme chilique com gritinhos agudos que estou guardando para uma ocasião especial.
Se não houvesse mais ninguém no mundo (e eu desconfio seriamente que não há), meu presente seria passar uma tarde pisoteando deliciosas crocantes folhas secas. Passaria a noite a imaginar como seria bom ter tudo que eu tenho.